Veneza, a cidade italiana das águas, é uma obra-prima única que cativa os corações dos viajantes do mundo inteiro. Com seus canais sinuosos, arquitetura encantadora e atmosfera romântica, Veneza é um destino que oferece uma experiência verdadeiramente mágica. Se você está planejando uma visita a esta cidade veneziana, confira este roteiro imperdível para aproveitar ao máximo sua estada de 1 ou 2 dias.

Veneza Itália O Que Fazer
Veneza é uma das poucas cidades do mundo que realmente pode ser descrita como única. Construída sobre uma série de bancos de lama baixos entre as águas do mar Adriático, está sujeita a marés.

É regularmente atingida por enchentes, mas continua a sobreviver lindamente contra todas as possibilidades. Nesse post eu conto um pouco para você sobre a minha visita, com muitas dicas sobre o que fazer em Veneza.

Para aproveitar ao máximo a cidade recomendo 2 dias. Mas se você tiver apenas um, abra mão apenas da ida até a Ilha de Murano.

Um pouco da História

Gosto sempre de começar meus posts sobre viagem falando um pouco sobre a história da cidade, para colocá-la dentro de um contexto. Acho isso importante para aproveitar melhor a visita. Então, vamos lá:
Veneza durante a Idade Média, sob a liderança de doges (chefes de estado vitalícios), expandiu seu poder e influência por todo o Mediterrâneo até Constantinopla (atual Istambul).

Mas após o século 14 perdeu gradualmente espaço para as novas nações europeias, até cair nas mãos de Napoleão em 1797. Em 1866, finalmente juntou-se ao reino da Itália, trazendo unidade ao país.
Mais recentemente a cidade assumiu um novo papel, sendo principalmente um local turístico. Os antigos palácios transformaram-se em museus, lojas, hotéis e apartamentos.
Seus conventos tornaram-se centros de restauração de arte. Mesmo assim, pouco da sua essência mudou nos últimos 200 anos.
Veneza como chegar

É importante saber que existe a Veneza propriamente dita, a ilha, mas há também a Veneza Mestre, que fica na parte continental da Itália. As duas são ligadas pela Ponte da Liberdade (Ponte della Libertà).
Você pode chegar a ilha de Veneza de 3 formas:
Na Ponte da Liberdade você verá cartazes que vão te conduzir até o Piazzale Roma, o lugar mais próximo que você pode ir de carro, onde você terá que estacionar.
Outra opção é o grande estacionamento na ilha de Tronchetto, acessível virando a direita após percorrer a ponte Translagunare.
Tronchetto (também conhecida como Isola Nuova, que significa “nova ilha”) é uma ilha artificial na Lagoa de Veneza, localizado na ponta mais ocidental da ilha principal de Veneza.
De Tronchetto você chega em Veneza rapidamente com o Vaporetto (uma espécie de barco-ônibus) ou com o People Mover (trem de transporte elevado automatizado), que leva você até o Piazzale Roma.

Há, ainda, a possibilidade é deixar o carro em Mestre. Para isso use os estacionamentos próximos a entrada da Ponte della Libertà ou os estacionamentos nos arredores da estação de trem de Mestre. Daí, para chegar a Veneza, você pode escolher entre ônibus (nos terminais) ou trem. Os trens chegam à estação Santa Lucia, no Canal Grande.
Na Estação Santa Lucia pegue gratuitamente o mapa da cidade no centro de informações turísticas (APT). É um pouco difícil conseguir, pois fica sempre cheio. Ou use algum app para ajudar na sua localização. Embora se perder em Veneza seja uma delícia, um mapa sempre ajuda!

Veneza Itália pontos turísticos
Entendendo a cidade

Veneza se divide em 6 antigos distritos administrativos ou sestieri. São eles:
- Cannaregio
- Castello
- San Marco
- Dorsoduro
- San Pollo
- Santa Croce
Dá para ir a pé a todos eles e tomar um ônibus aquático até qualquer uma das ilhas.
Mas saiba que a cidade “acorda” tarde, então não adianta nada sair muito cedo porque quase tudo estará fechado, inclusive um lugar para tomar café da manhã, por exemplo. Então, vale a pena verificar os horários das atrações antes.
Fundamental: imprima o mapa do Google maps com a indicação do local do hotel antes de ir!!! A cidade é um labirinto, as ruas não têm nome e a numeração parece aleatória.

O Grande Canal

A melhor forma de percorrer o Grande Canal, que serpenteia pelo centro da cidade, é pegar um vaporetto.
Os palácios vistos nas margens do Grande Canal foram construídos ao longo de 5 séculos e formam uma vitrine da história da cidade. Quase todos levam o nome de alguma grande família veneziana do passado.

Ponte Rialto

A Ponte di Rialto com sua visão panorâmica do Grande Canal e das gôndolas, marca o centro da cidade. O nome vem de rivo alto (margem alta) e refere-se a uma das primeiras áreas habitadas de Veneza.
Concluída em 1591, a ponte era a única forma de cruzar o Grande Canal até 1854, quando foi feita a ponte da Accademia.
Após passar pela Ponte di Rialto, o canal dobra-se em um trecho chamado La Volta (a curva). Depois, alarga-se e oferece uma vista espetacular ao se aproximar da Piazza San Marco.
Veneza o que fazer: Piazza San Marco

A deslumbrante Piazza San Marco (ou Praça de São Marcos) é o coração de Veneza. É lá onde estão as duas mais importantes atrações da cidade: A Basilica di San Marco e o Palazzo Ducale.

Basilica di San Marco
Em forma de cruz grega e coroada com 5 enormes domos (basilicasanmarco.it), a Basílica foi construída para abrigar os restos de Marcos Evangelista. Explore seus mosaicos impressionantes e arquitetura bizantina.

Os mosaicos ocupam 4.000 m2 entre o piso, os domos e as paredes da basílica. Os mais antigos, do século XII, são obras de artistas do Oriente.
Entre os mais deslumbrantes destacam-se os que decoram o Domo da Ascensão, do século XIII, no centro da basílica e o Domo de Pentecostes, do século XII, acima da nave.



É na basílica de São Marcos que está o Pala D’Oro, peça de altar, criada no século X por ourives medievais. É formada por 250 painéis com pinturas esmaltadas sobre folhas de ouro.

Originalmente encomendada em Bizâncio em 976, a peça de altar foi sendo mais enfeitada ao longo dos séculos. Napoleão roubou algumas das pedras preciosas em 1797, mas a tela ainda brilha com pérolas, rubis, safiras e ametistas.
Veneza o que fazer: Museu Marciano
Visite também o Museu Marciano, que fica dentro da Basílica. Lá veja os famosos Cavalos de Bronze de Constantino, como são conhecidos.

São quatro estátuas de cavalos, atribuídas ao escultor Lísipo. No século II, o imperador Trajano as transportou para Roma, onde foram instaladas sobre o Arco de Trajano.
Mas no século IV, o imperador Constantino as teria enviado para Constantinopla (atual Istambul), nova capital do império, onde ornamentaram o Hipódromo de Constantinopla, construído em 203.
Em 1204, Enrico Dandolo, doge de Veneza se apoderou dos cavalos durante o saque de Constantinopla pela Quarta Cruzada e os transportou de volta para a península Itálica. Foram então instalados na fachada da Basílica de São Marcos.
Na década de 1980, os cavalos originais foram colocados no museu da basílica e substituídos na fachada por réplicas, para proteger da poluição atmosférica.
Para chegar ao museu, siga a indicação Loggia dei Cavalli, na escadaria que sai do átrio que conduz ao piso superior. Os cavalos estão numa sala no final do museu. A galeria oferece, também, uma linda vista.
Campanário
Não deixe de subir ao Campanário para desfrutar de uma vista panorâmica da cidade e dos canais que se estendem até onde os olhos alcançam.

Foi no Campanário que Galileu fez uma demonstração de seu telescópio ao doge Leonardo Donà em 1609. Para fazê-lo, ele teria escalado a rampa interna. Hoje o acesso é bem menos cansativo – sobe-se de elevador. Ufa, ainda bem!
A primeira torre, concluída em 1173, foi construída para ser um farol e ajudar os navegadores da laguna. Assumiu um papel diferente na Idade Média, quando infratores eram aprisionados e, às vezes, abandonados à morte, em uma gaiola pendurada perto de seu topo.
Com exceção de várias reformas no século XVI, a torre permaneceu inalterada até julho de 1902, quando ela desmoronou. A nova torre foi inaugurada em 25 de abril, dia da Festa de São Marcos, em 1912.


Palazzo Ducale (Palácio Ducal ou Palácio dos Doges)

Ao lado da Basílica, você encontrará o imponente Palácio Ducal, fundado no século IX. Mas sua atual aparência externa é resultado de intervenções do século XIV e início do XV.
Explore as ricas salas do palácio, que serviu como residência para os líderes de Veneza, os doges. Teve também uma prisão. Um prisioneiro famoso foi Casanova, que realizou uma fuga audaciosa do Palazzo por meio de um buraco no teto.

Pontos altos para você conferir no Palazzo Ducale:
- Sala del Maggior Consiglio – aqui reuniam-se os membros do Grande Conselho de Veneza. O Paraíso (1590), de Tintoretto, cobre a parede do fundo.
- Porta della Carta – portão gótico do século XV já foi a principal entrada do palácio.
- Escadaria dos Gigantes – (do século XV, é coroada por estátuas de Marte e Netuno, de Sansovino, símbolos do poder de Veneza).
Veneza o que fazer: Torre dell’Orologio (Torre do Relógio)

Também na Piazza San Marco, no lado norte, fica a Torre dell’Orologio, construída no fim do século XV. O mostrador do relógio, esmaltado em dourado e azul, tem representações das fases da luz e dos signos do zodíaco.
Mercado de Rialto
Para uma experiência autêntica de Veneza, visite o Mercado de Rialto. Este mercado animado oferece uma variedade de produtos locais, desde frutas frescas até peixes e souvenires venezianos.
Perca-se nas ruas estreitas ao redor do mercado e descubra pequenas lojas que revelam a verdadeira essência da vida veneziana.
Ponte dos Suspiros

Atravesse a famosa a Ponte dos Suspiros, cujo nome evoca suspiros devido à lenda de que os prisioneiros suspiravam ao passar por ela a caminho das celas.
Veneza o que fazer: Museo Correr

Teodoro Correr doou seu enorme acervo de obras de arte a Veneza em 1830, formando o núcleo do belo museu cívico da cidade, o Museo Correr.
Gallerie Dell’Accademia

A Gallerie Dell’Accademia abriga as maiores coleções de pinturas venezianas de 1300 a 1700.
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Igreja de Santo Stefano (Chiesa di Santo Stefano)

A igreja de Santo Stefano foi desconsagrada 6 vezes devido ao sangue derramado em seu interior. Construída no século XIV, e alterada no XV, preserva um portal entalhado de Bartolomeo Bom e um campanário.
Em seu interior destacam-se o teto em forma de quilha de navio, vigas entalhadas e a sacristia repleta de valiosas pinturas.
Igreja de Santa Maria dei Miracoli

A igreja de Santa Maria dei Miracoli é onde muitos venezianos gostam de se casar. Foi construída entre 1481 e 1489 pelo arquiteto Pietro Lombardo e seus filhos para abrigar a Virgem e Menino (1408), uma pintura que eles acreditavam ter poderes miraculosos.
Museu Peggy Guggenheim

Se você é apaixonado por arte moderna, não perca o Museu Peggy Guggenheim. Localizado às margens do Grande Canal, abriga uma coleção impressionante de obras de artistas como Picasso, Pollock e Dalí. Passeie pelos jardins e aprecie a vista deslumbrante do canal.
Passeio sem Roteiro pelas Ruas Estreitas

Uma das melhores maneiras de conhecer Veneza é se perder nas ruas estreitas e encantadoras da cidade. Deixe-se levar pela beleza casual das praças escondidas, descubra pequenas lojas e cafés pitorescos, e aproveite o ritmo tranquilo de Veneza longe das áreas turísticas mais movimentadas.
Veneza o que fazer: Ilha de Murano

Faça uma curta viagem de vaporetto até a Ilha de Murano, famosa por sua tradição na produção de vidro.
É possível visitá-la em um dia e ainda fazer uma visita em Torcello e Burano também. Mas esse passeio dura o dia todo, então, nesse caso, sugiro adicionar um dia extra na sua viagem a Veneza.
Visite as fábricas de vidro locais e assista a demonstrações ao vivo, testemunhando a maestria artesanal da produção dos vidros transmitida de geração em geração.
Passeio de Gôndola pelos canais

Se o orçamento permitir, não deixe de fazer o passeio de gôndola pelos românticos canais da cidade. Deixe-se levar pelas águas serenas enquanto admira a arquitetura única das casas à beira d’água, pontes encantadoras e a atmosfera única que faz de Veneza um destino tão especial.
A gôndola faz parte da vida veneziana desde o século XI. Com o casco fino e a parte inferior achatada, é perfeitamente adaptada para passar pelos canais estreitos e rasos da cidade.
Em 1562, foi decretado que todas deveriam ser pretas para que ninguém ostentasse riqueza com elas. Em ocasiões especiais são decoradas com flores.

São transporte de luxo, usado apenas por turistas e por venezianos em casamentos. Antes de embarcar, verifique a tarifa oficial e acerte o preço com o gondoleiro.
Enfim, Veneza é uma cidade que transcende as expectativas, e cada esquina revela uma nova surpresa. Este roteiro proporciona uma visão abrangente dos encantos que Veneza tem a oferecer, mas a verdadeira magia da cidade está em se perder e explorar cada detalhe que a torna única. Prepare-se para uma jornada inesquecível na cidade das águas. Buon viaggio!