Berlim é uma cidade que me surpreendeu em todos os sentidos. História, arte, cultura, vida noturna e espaços ao ar livre se misturam de um jeito único. Se você está planejando sua viagem e quer saber o que fazer em Berlim, prepare-se para um roteiro cheio de atrações incríveis, tanto para quem ama história quanto para quem curte experiências modernas e alternativas. Neste post, compartilho as minhas dicas com base na minha viagem — com direito a muitas fotos! Aqui você vai descobrir o que visitar em Berlim, os bairros mais legais, os pontos turísticos que não podem faltar no seu roteiro, além de saber Berlim onde ir para viver experiências autênticas. Também te conto tudo sobre Berlim: quando ir, para você escolher a melhor época de acordo com o seu estilo de viagem. Vem comigo explorar essa cidade fascinante!
O que fazer em Berlim

Desde a reunificação alemã, em 1990, Berlim tornou-se um ponto turístico cada vez mais procurado na Europa. A cidade é cheia de história e faz questão de preservar todos os momentos, mesmo os mais trágicos, como uma forma de lembrança para que nunca mais se repitam.
Mas, mesmo tendo um histórico triste, a cidade hoje é moderna, vibrante e acolhedora. Pelo menos, essa foi a minha sensação quando estive lá. Ao contrário do que se escuta dizer por aí, que os alemães são frios e distantes, achei o povo receptivo e muito atencioso.
A cidade é riquíssima em pontos turísticos, muito bem conservados. Alguns foram deixados de propósito do mesmo jeito que ficaram após os bombardeios da Segunda Guerra. A ideia é deixar essas tristes lembranças como exemplo para as futuras gerações, que não viveram os horrores da guerra, para que as pessoas nunca se esqueçam e jamais repitam. Mas de uma forma geral, a cidade é vibrante e moderna.
Berlim Oriental
A região oriental de Berlim é o centro histórico da cidade e inclui o distrito de Mitte e partes de Kreuzberg. Teve origem no século XIII, quando dois povoamentos se estabeleceram às margens do rio Spree. Um era a antiga Colônia, situada numa ilha, e o outro, Berlim.
É essa parte da cidade que apresenta a maioria das construções históricas, localizadas principalmente ao longo da Unter den Linden. Só para você ter uma ideia da quantidade de pontos turísticos a serem visitados em Berlim, existe uma região que é chamada de Ilha dos Museus (Museumsinsel), que tem nada mais, nada menos, que 5 museus enormes, um bem próximo ao outro.
A Ilha dos Museus é mesmo uma Ilha no rio Spree, mas não é necessário pegar nenhum tipo de barco para chegar a ela. Foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1999. Vou falar mais sobre cada museu depois.
Portão de Brademburgo (Bradenburg Tor)

O Portão de Brademburgo é o mais conhecido símbolo de Berlim. Foi construído entre 1788 e 1791, era um dos portões que dava acesso a Berlim, quando a cidade era ainda pequena e rodeada por um muro. Sua decoração escultural foi completada em 1795.
Os baixos relevos esculpidos no portão retratam cenas da mitologia grega. No alto há uma escultura de Johann Gottfried Schadow, a Quadriga, representando a deusa da paz Irene sobre uma biga puxada por quatro cavalos. Em 1806, durante a ocupação francesa, a escultura vai mandada para Paris a mando de Napoleão.
Em 1814, após a Prússia derrotar Napoleão, a escultura voltou a Berlim e como símbolo da vitória, recebeu um mastro com a água da Prússia e uma cruz de ferro enfeitada com uma coroa de louros. Após ser danificada, precisou ser refeita pelo lado ocidental em 1958.
Por toda a sua história, o Portão de Brademburgo testemunhou diversos acontecimentos importantes. Durante mais de 40 anos observou a cidade dividida, até 1989, quando foi derrubada a primeira parte do Muro de Berlim.
Unter den Linden
É uma das ruas mais famosas de Berlim. Começa na Schlossplatz e segue até a Pariser Platz e o Portão de Brandemburgo. A partir do século XVIII ganhou muitas construções importantes, restauradas depois da Segunda Guerra Mundial. Depois da reunificação da Alemanha, ganhou muitos restaurantes, cafés e lojas.
Nesta avenida encontram-se muitas atrações turísticas e pontos interessantes como a Ópera de Berlim, a Universidade Humboldt, o Neue Wache, o Museu Histórico Alemão etc.
Por essa longa rua é impossível não notar o Ampelmann. Imagem de um homenzinho exibida nos semáforos de pedestres: o vermelho de chapéu, pernas unidades e braços abertos, sinaliza o impedimento da travessia. Já o verde, que parece caminhar, indica a permissão para atravessar.
O Ampelmann foi criado por Karl Peglau, psicólogo de trânsito da então Alemanha Oriental. Peglau inventou esse boneco porque acreditava que as pessoas reagiriam melhor a sinais de trânsito simpáticos.

Com a queda do Muro de Berlim em 1989 e o fim do regime socialista, o Ampelmann mesmo assim resistiu e se espalhou pela cidade.
Praça Bebelplatz
A praça foi cenário, em 10 de maio de 1933, da queima de cerca de 25 mil livros pelos nazistas considerados inimigos do Terceiro Reich. Hoje em frente à Universidade Humboldt, fica um memorial no mínimo diferente. Através de placas de vidro no chão você pode ver uma sala cheia de prateleiras vazias.

A obra de arte criada por um Micha Ullman, um artista israelense, é chamada de “Biblioteca”, e faz referência aos exemplares incinerados. Próximo as placas de vidro há uma inscrição com uma frase dita por Heinrich Heine que diz: “Aquilo foi somente um prelúdio; onde se queimam livros, queimam-se no final também pessoas”.
Universidade Humboldt

O prédio da universidade foi erguido em 1753 pelo príncipe Henrique da Prússia. Desde lá o projeto já foi ampliado várias vezes. Na entrada há duas esculturas de mármore de Paul Otto (1883), representando Wilhelm e Alexander Von Humboldt.
Wilhelm foi advogado e político e em 1810 fundou a Universidade de Berlim, depois renomeada para Humboldt, onde dava aulas de linguística comparada e histórica. Seu irmão, Alexander, também foi professor e dedicou-se às ciências naturais.
Achei muito legal saber que cientistas famosos como o médico Robert Koch e o físico Albert Einstein trabalharam lá. Sempre fico encantada com a antiguidade e a conservação dos prédios, esculturas e obras que se encontram por grande parte da Europa. Sonho com o dia que o Brasil será assim.
Nikolaiviertel
Continuando no bairro Mitte você vai encontrar a chamada Nikolaiviertel. É a área mais antiga da cidade de Berlim, bem onde ela se originou. Fica as margens do rio Spree, próximo a prefeitura e a Catedral. Lá você vai encontrar vários restaurantes, cafés e lojas.

Originalmente, ainda na Idade Média, era um ponto onde se estabeleceram comerciantes e artesãos aproveitando a proximidade tanto da estrada quanto do rio.
Nikolaiviertel foi quase totalmente destruída pelos bombardeios na Segunda Guerra Mundial. Mas para o aniversário de 750 anos da cidade de Berlim, a área toda foi toda restaurada com base em modelos históricos.
Atualmente é uma mistura de prédios históricos com réplicas. A região toda é uma graça e vale muito a pena a visita. No centro do Nikolaiviertel está a Igreja de São Nicolau (padroeiro dos navegantes e comerciantes) ou Nikolaikirche. É a mais antiga de Berlim, construída entre 1230 e 1250.

A igreja passou por várias reformas e em 1876 e 1878 as torres foram adicionadas. Hoje em dia funciona como um museu.
Ilha dos Museus (Museumsinsel)
Maravilhoso quando uma cidade guarda tanta história que é possível ter uma ilha com 5 museus! Os museus que ficam nessa região são: Neues, Pergamon, Altes, Bode e Alte Nationalgalerie.
Se você não é fã de museus, recomendo que visite pelo menos um, o Pergamon Museum, museu mais visitado de Berlim. É simplesmente magnífico!!
Existem passes de turismo que dão direito a visitar esses 5 museus e outras atrações por um preço bem mais em conta que comprando tudo separadamente. O que eu usei se chama Museumpass e eu comprei perto do Portão de Bradenburg.
Apesar de ficarem em uma ilha do rio Spree, não é preciso pegar nenhum barco para chegar até eles. Definitivamente essa é minha área preferida da cidade. Foi concebida para ser um lugar dedicado a arte e a ciência e em 1999 foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.
Para ver os horários de funcionamento visite o site dos museus públicos de Berlim, que tem versão em inglês.
Altes Museum (Antigo Museu)

Projetado por Karl Friedrich Schinkel, o Altes Museum foi inaugurado em 1830 para abrigar o acervo de artes da família real da Prússia, além de antiguidades.
O prédio é uma das estruturas neoclássicas mais bonitas do mundo, com um pórtico de 87 m de altura sustentado por 18 colunas jônicas. Hoje contém a maior coleção artística do mundo dedicada a Grécia, Roma e Etrúria.





Neues Museum (Novo Museu)
O Neues Museum foi construído entre 1841 e 1955 com projeto de Friedrich August Stüler. Até a 2ª Guerra abrigava um acervo de antiguidades, principalmente de arte egípcia.

Foi muito danificado em 1945 e ficou fechado até 2009, quando reabriu depois de ser reconstruído. Voltou a abrigar o Museu Egípcio, além de mostras sobre o próprio museu, a pré-história e a história antiga.



É aqui que está o famoso busto da rainha egípcia Nefertiti, uma relíquia de mais de 3,4 mil anos, que atrai milhares de turistas anualmente.

Pergamon Museum

É sem dúvida o museu mais incrível que eu já visitei pela imponência do seu acervo. Não é a toa que é o museu mais visitado de Berlim. Foi construído entre 1912 e 1930 e abriga uma das mais famosas coleções de antiguidades da Europa.

O nome foi dado devido ao famoso altar de Pérgamo, que tem lugar de destaque no salão principal. O museu é famoso por sua reconstrução de fragmentos de cidades antigas como Roma, Egito e Babilônia, apresenta também obras islâmicas.
São 3 acervos independentes:
- Museu de Antiguidades (gregas e romanas)
- De Antiguidade do Oriente Próximo
- E Museu de Arte Islâmica
Os três são o resultado de intensas escavações arqueológicas feitas por expedições alemãs ao Oriente Próximo e Médio, no fim do século XIX e início do século XX. Os destaques da coleção desse museu são as estruturas da antiguidade exibidas em tamanho original. São impressionantes!
No Museu de Antiguidades se destacam:
- O Altar de Pérgamo de 170 a.C. – entrada de um templo da antiguidade grega, com suas escadarias, colunas e esculturas, e que deu nome ao museu.
- O Portão do Mercado de Mileto de 120 d.C. – que os romanos construíram na Ásia Menor no século II na cidade de Mileto, com 16 m de altura. Este portão se abria para o mercado sul da cidade. As peças chegaram de navio e foram remontadas como um jogo Lego!

- A escultura da Deusa Atena – infelizmente não consegui ver pessoalmente, pois a área onde fica a estátua estava fechada para restauração.
No Museu de Antiguidade do Oriente Próximo se destacam:
- A Porta de Ishtar – erguida 600 anos antes de Cristo, era o oitavo portão que dava acesso a cidade da Babilônia. Tijolos esmaltados originais decoram o imenso portão e a Passagem dos Cortejos que leva a ele.

- O palácio Assírio – uma parte desse palácio foi reconstruída com esmero, data do século XII a.C!
Museu de Arte Islâmica, onde se encontram:
- A Fachada do Palácio de Mshatta, que fez parte do palácio do século VIII Qasr Mshatta descoberto na atual Jordânia. Foi presenteado a Guilherme II pelo sultão Abdul Hamid de Otomano, em 1903.

- Aleppo Zimmer – salão com painéis que veio da casa de um comerciante da cidade síria de Aleppo.

É de cair o queixo, o museu conta com muitas outras obras de grande importância histórica. Se você não tiver tempo de visitar os outros museus, arrume um tempinho para visitar esse. Você não vai se arrepender!
Alte Nationalgalerie (Antiga Galeria Nacional)

Prédio construído entre 1867 e 1876, foi inspirado na Acrópoles de Atenas. Exibe coleções do Romantismo, Neoclassicismo, Impressionismo e início do Modernismo. Para mim é o prédio mais lindo da cidade. A estátua equestre do rei Frederico Guilherme IV, em frente ao prédio, é obra de Alexander Calandrelli.
Berlim na Alemanha: Bode Museum
Foi construído entre 1897 e 1904. O interior desse museu foi elaborado com a ajuda de um historiador da arte, Wilhelm Von Bode. Ele dirigia os museus estatais de Berlim na época, daí vem o nome estranho para nós brasileiros. kkkkkkk
Exibe uma coleção de esculturas, Arte Bizantina, além de uma grande coleção de moedas. As esculturas incluem obras de Tilman Riemenschneider, Donatello, Gianlorenzo Bernini e Antonio Canova. Patrimônio Cultural da Humanidade, o Bode Museum é tombado pela Unesco.
Catedral de Berlim (Berliner Dom)

A entrada principal da Catedral de Berlim fica de frente para a Lustgarten, uma praça cercada de árvores e com uma fonte no meio, que é rodeada por um gramado. Ali as pessoas aproveitam para relaxar nos dias ensolarados. Muitas vezes também acontecem eventos nesse local.
A catedral é a maior e mais importante igreja protestante de Berlim. Foi construída entre 1894 e 1905, mas a sua história se inicia muito antes, em 1535.

História da Catedral
Em 1465 a Capela St. Erasmus, pertencente ao recém-construído palácio real de Cölln, foi elevada ao status de igreja colegiada ou “Domkirche”. Este era o termo usado na época para designar este tipo de igreja.
Porém em 1535, o príncipe Joachim II começou a remodelar o prédio que abrigava a igreja Dominicana, que ficava ao sul do palácio, para ser a igreja da corte. Assim, a “Domkirche” foi movida para este endereço. Com a conversão de Joachim II ao Protestantismo, a até então igreja católica foi transformada em protestante luterana.
Já em 1747 como o prédio da igreja já estava bem degradado, Friedrich II ordenou que uma nova edificação fosse construída. Assim, baseada no projeto arquitetônico de Johann Boumann, foi construída entre 1747 e 1750 uma nova catedral em estilo barroco.
Cerca de 70 anos mais tarde, para celebrar a união das comunidades luteranas da Prússia, a catedral foi remodelada por dentro e por fora em estilo neoclássico pelo arquiteto Karl Friedrich Schinkel.
Anos mais tarde, a família real achou que esta catedral era muito modesta e não representava bem a monarquia. Sob ordens do rei Friedrich Wilhelm IV, foi decidido então que uma catedral mais imponente deveria ser construída.
A catedral atual
Então, a antiga catedral foi demolida e a construção da atual Berliner Dom se iniciou em 1894, sendo finalmente inaugurada em 27 de fevereiro de 1905. Projetada por Julius Raschdorff em estilo barroco com influência do renascimento italiano. Tem 114 m de comprimento, 73 m de largura e 116 m de altura.
Na Segunda Guerra Mundial, durante um ataque aéreo, a cúpula da catedral foi atingida por uma bomba de líquidos inflamáveis. Devido ao difícil acesso, o fogo não pode ser controlado e toda a cúpula foi destruída. Partes dela em chamas caíram sobre a catedral alastrando o fogo.

Mais sobre a história do lugar
Em 1953 um telhado temporário foi construído para cobrir a catedral e proteger o que restou do seu interior.
Como ficou na Berlim Oriental depois da divisão da cidade, a catedral só começou a ser reconstruída pelo governo em 1975 com a ajuda financeira da Igreja Protestante e da Alemanha Ocidental.
Durante os trabalhos de reconstrução, o desenho original da catedral foi um pouco alterado. O salão do memorial que ficava na asa norte foi demolido e a cúpula simplificada.
A reconstrução da fachada ficou pronta em 1983 e no ano seguinte iniciaram-se os trabalhos de restauração do interior. A catedral foi reaberta solenemente somente em 06 de junho de 1993.

Interior da Catedral
A Berliner Dom é majestosa e belíssima por dentro. É ricamente decorada com relevos que ilustram histórias do Novo Testamento e importantes figuras da Reforma Protestante.
Em seu interior encontra-se o maior órgão de tubos da Alemanha, com mais de 7.200 tubos. Este foi construído por Wilhelm Sauer.
A catedral também abriga a cripta da família Hohenzollern contendo mais de noventa tumbas e sarcófagos, incluindo as do rei Friedrich I e da rainha Sophie Charlotte, que são ricamente trabalhadas.
A cúpula
A cúpula da catedral também pode ser acessada após os visitantes subirem os 270 degraus. Mas vale a pena pela vista deslumbrante da cidade lá de cima.


Endereço da Catedral: Lustgarten 1. Localiza-se às margens do rio Spree, na Ilha dos Museus. Horário: de seg. a sab., das 9 às 20 h e dom e feriados, das 12 às 20 h. Nos meses de outubro a março, o horário de fechamento é às 19 h.
Praça Alexanderplatz
A 2ª Guerra arrasou quase todas as construções da praça, que foram substituídas por obras da década de 1960. Hoje a praça abriga diversas áreas de compras e cinemas. É super movimentada e nela se localiza uma das principais estações de metrô da cidade, por onde passam diversas linhas.
Dentre os vários pontos turísticos encontram-se o Urania-Weltzeituhr, um grande relógio que mostra os nomes de diversas cidades do mundo com as suas respectivas horas. E a Fonte da Amizade Internacional, com 23 m de diâmetro, construída em 1970 durante a remodelação da praça. Nessa praça é onde está também a famosa Torre de TV (Fernsehturm).



Fernsehturm ou Telespargel (Torre de televisão)

Erguida em 1969, é a estrutura mais elevada da cidade, com 368 m. De sua plataforma a mais de 200 m de altura se tem uma visão magnífica de Berlim em 360 graus.
Uma das atrações da torre é o Sphere Restaurant, um café giratório. Uma volta inteira leva cerca de meia hora, o que torna possível uma vista aérea de toda a cidade enquanto se toma um cafezinho.
Há elevadores que levam os visitantes em cerca de 40 segundos da base até a plataforma panorâmica. Quem tiver reserva para o restaurante não pega fila para visitar a torre. Veja informações clicando aqui.



End: Panoramastrasse 1A – Mitte, 10178 Berlim.
Parque Tiergarten
No coração da cidade, o Tiergarten é o pulmão verde de Berlim. Não somente o parque leva o nome de Tiergarten como também o bairro. Com seus 210 hectares e 2,1 km2, o Tiergarten é o segundo maior parque de Berlim. Ele se estende da Potdsdamer Platz ao Portão de Brandenburgo e de lá até a estação Zoologischer Garten.
Tiergarten que significa “jardim dos animais” era antigamente o campo de caça da realeza. Mas em 1830 foi transformado em parque com paisagismo de Peter Joseph Lenné. A guerra provocou muitos danos, mas as árvores foram posteriormente replantadas.
Popular atração entre turistas e queridinho dos locais, o parque Tiergarten é perfeito para passear, correr, andar de bicicleta, fazer piquenique, jogar bola ou simplesmente deitar em seus gramados para tomar um solzinho ou relaxar. Apresenta também lagos e riachos no seu interior.

Reichstag (prédio do Parlamento)
A poucos metros do Portão de Brandenburgo encontra-se o Reichstag, que é o prédio que abriga o parlamento alemão (Bundestag). Projetado por Paul Wallot e inaugurado em 1894, o edifício em estilo neo-renascentista tem dimensões monumentais: 137 m de comprimento e 97 m de largura.
A moderna cúpula de vidro assinada pelo arquiteto Normam Foster e o terraço podem ser visitados de graça. Entretanto, é necessário fazer um agendamento com no mínimo 2 dias de antecedência no site do Bundestag. Há opções de visitas guiadas e independente.
Se optar pela independente, você pode pegar um guia de áudio (grátis), também em português. Este narra sobre o parlamento e outros pontos de Berlim, à medida em que você vai circulando pela cúpula.

Endereço: Platz der Republik 1 – Tiergarten, 11011 Berlim.
Memorial do Holocausto (Holocaust-Mahnmal)

A ideia de construir um memorial para as vítimas do holocausto nasceu em 1988. Após anos de debates, uma licitação pública foi feita e centenas de propostas para um memorial foram recebidas.
Somente em junho de 1999, o parlamento alemão aprovou a construção próximo ao Portão de Brandenburgo. O projeto vencedor foi do arquiteto americano Peter Eisenman.
A construção foi iniciada em abril de 2003 e em dezembro de 2004 foi concluída. Em 10 de maio de 2005 o monumento foi inaugurado, fazendo parte das celebrações dos 60 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, e dois dias depois foi aberto ao público.
O memorial foi construído numa área de 19 mil m2, que antes fazia parte da chamada “faixa da morte” quando o muro de Berlim existia.
O monumento consiste de 2.711 blocos de concreto cinza escuro, quase preto, distribuídos em fileiras paralelas sob uma superfície ondulada.
Visita ao memorial
A visita ao memorial é gratuita e os caminhos entre os blocos de concreto podem acessados por diversos lados, podendo-se caminhar livremente entre eles. Esta parte do memorial é sempre acessível, ou seja, é aberta dia e noite.
Já no subsolo encontra-se uma sala subterrânea com 800 m2 chamada de “Local da Informação” (ou Ort der Information em alemão), onde estão expostos documentos, imagens e detalhes biográficos de pessoas e famílias que foram vítimas do holocausto.
Endereço: Cora-Berliner-Straße 1 – Tiergarten, 10117 Berlim.
Potsdamer Platz (Praça Potsdamer)
A Potsdamer fica a cerca de 1 km de distância do Portão de Brandenburgo e do Reichstag. É uma praça com prédios modernos, um dos locais mais movimentados de Berlim.
É o centro financeiro e de negócios da cidade. Ao lado de prédios de escritórios, a região tem muitos edifícios com cinemas e um teatro, assim como um enorme shopping, o Arkaden. Conta ainda com hotéis de luxo, restaurantes e muitos bares.
Assim como a maior parte do centro de Berlim, a Potsdamer Platz foi severamente bombardeada durante a Segunda Guerra. Metade dos seus prédios e construções foram destruídos.
Quando Berlim foi divida em setores, a praça em si acabou como parte da fronteira entre os setores americano, soviético e britânico.
Com a construção do muro em 1961 a Potsdamer Platz acabou sendo dividida em duas. E até a metade dos anos 70 todos os prédios que ainda existiam foram demolidos, tornando a praça um local vazio e desolado. Do lado oriental era fortemente vigiada pelos soldados para evitar fugas.
Mas com a queda do muro, o espaço, localizado no centro da cidade, tornou-se interessante novamente, atraindo diversos investimentos.
Endereço: Potsdamer Platz – Tiergarten, 10785 Berlim.
Um muro no caminho
A cerca de 700 m da Potsdamer Platz, encontra-se também um trecho longo do muro, onde ocorre a exposição “Topografia do Terror”. Há também fragmentos do muro de Berlim próximo de uma das entradas do metrô da estação Potsdamer Platz e do hotel Ritz-Carlton.
Em alguns trechos do Muro de Berlim foram pintados vários grafites por artistas locais que ficam famosos mundialmente.


O muro de Berlim, de 155 quilômetros de extensão, separou amigos, amores e familiares, mas hoje é só história.
Coluna da Vitória (Siegessaule)
É um dos cartões-postais mais famosos de Berlim, fica localizada no Centro Ocidental. A Coluna da Vitória, desenhada por Heinrich Strack, foi construída para comemorar a vitória da Prússia sobre a Dinamarca na guerra de 1864.
Em poucos anos a Prússia ganhou mais duas guerras, desta vez contra a Áustria, em 1866 e contra a França em 1870/1871. Estas últimas vitórias serviram de inspiração para adicionar ao topo da coluna a estátua de Vitória, a deusa romana da vitória, que não constava nos planos iniciais.
A estátua de bronze de Vitória foi desenhada por Friedrich Drake e tem 8,3 m de altura e pesa 35 toneladas.

História do lugar
Originalmente a coluna foi erguida na praça Königsplatz (atual Praça da República) em frente ao prédio do Reichstag.
Como parte dos planos dos nazistas de transformar Berlim em “Welthauptstadt Germania” (Capital Mundial Germânica), a Coluna da Vitória foi transportada para seu local atual.
Ao mesmo tempo, a coluna foi aumentada em 7,5 m, atingindo a sua altura atual de 66,89 m.
Felizmente não sofreu danos durante a Segunda Guerra. Mas após a guerra os franceses, que ajudaram a derrotar a Alemanha, solicitaram a sua demolição. Entretanto os americanos e os ingleses, os outros aliados, rejeitaram a sugestão.
Há um túnel subterrâneo que leva até o centro da Grosser Stern, onde se encontra a Coluna da Vitória. Quatro construções que parecem templos antigos indicam a entrada para o túnel.

Informações para a visita
A Coluna da Vitória tem uma plataforma de observação que fica a 50,66 m de altura. Comprando um ingresso de valor relativamente baixo, pode-se subir até a plataforma de observação, através de uma escadaria espiral e relativamente estreita com 285 degraus.
A subida vale a pena, pois de cima você vai ter uma vista panorâmica das imediações, sendo possível ver muitas das famosas atrações de Berlim.

A plataforma é aberta a visitação de segunda a sexta-feira das 9:30 até as 18:30 h, e aos sábados e domingos das 9:30 às 19 h, nos meses de abril a outubro.
De novembro a março, a plataforma é aberta das 10 até as 17 h, de segunda a sexta-feira e nos finais de semana das 10:00 as 17:30 h.

Entre 2010 e 2011 a coluna foi renovada ganhando novo brilho: a estátua e outras partes da construção foram cobertas com folhas de ouro, totalizando 1,2kg.
Endereço: Grosser Stern 1 – Tiergarten, 10785 Berlim.
Igreja Gedächtniskirche ou Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche (Igreja Quebrada)

A imensa igreja neorromânica foi projetada por Franz Schwechten e inaugurada em 1895.
A torre, que foi extremamente danificada por bombardeios durante a Segunda Guerra (1943), e que não foi restaurada, é um símbolo para lembrar a destruição causada pela guerra.
Lembrança de trágicos momentos
Os restos da torre são hoje um memorial para lembrar os acontecimentos e destruições que aconteceram na Segunda Guerra Mundial. Uma das principais peças exposta é a Cruz de Pregos de Conventry, representando reconciliação.
Os pregos, dos quais a cruz é feita, foram retirados das vigas do telhado da catedral de Coventry na Inglaterra. Esta também foi destruída após um ataque aéreo alemão e também teve suas ruínas mantidas.
O complexo da Gedächtniskirche inclui não somente as ruínas da igreja, mas também a nova e moderna igreja construída ao seu lado.

História do lugar
O nome da igreja foi uma homenagem do imperador Wilhelm II ao seu avô, o imperador Wilhelm I. A igreja tinha cinco torres, sendo que a principal tinha 113 m de altura. O interior da igreja era decorado com belos mosaicos, que ainda podem ser vistos no salão que ainda existe.

Após um incêndio causado por um ataque aéreo durante a Segunda Guerra, na noite de 23 de novembro de 1943, a igreja foi quase toda destruída. Restou somente uma parte da torre de 113 m e parte do salão de entrada.

A princípio, o que restou seria demolido para construir uma nova igreja. Entretanto, após protestos, decidiu-se manter as estruturas que restaram e integra-las na construção da nova igreja.
A nova igreja foi desenhada por Egon Eiermann e sua construção começou em 1959 e foi inaugurada no dia 17 de dezembro de 1961.
É compostas de várias partes que foram construídas ao redor da antiga torre e seu design é moderno com formas geométricas: a igreja tem uma forma octagonal, a torre do sino é hexagonal, enquanto o salão atrás da igreja e a capela são retangulares.
Suas paredes são compostas por mais de 20.000 quadrados de vidro, na cor predominantemente azul, que foram desenhadas pelo artista de vidro francês Gabriel Loire.
Museu Judaico de Berlim (Jüdisches Museum)
Desde a sua abertura em 2001, o Museu Judaico de Berlim tornou-se uma das principais atrações e é um dos museus mais visitados da cidade.
Ele é também o maior museu judaico da Europa e sua exposição permanente mostra ao visitante dois milênios de história judaico-alemã, a relação entre judeus e não-judeus assim como os altos e baixos desta relação.
Informações para a visita
O Museu Judaico de Berlim consiste de dois prédios. Uma construção antiga em estilo barroco, onde se encontram a entrada, o caixa, salas para exposições temporárias, salas para eventos, a lojinha do museu e um restaurante. E uma construção de arquitetura moderna, onde se encontram as exposições permanentes.
Uma passagem subterrânea leva o visitante da entrada, no prédio antigo, ao prédio novo, uma vez que este não tem nenhuma entrada oficial.
A arquitetura diz muita coisa

A história dos judeus na Alemanha, a perseguição e o holocausto serviram de inspiração para Daniel Libeskind, um filho de judeus poloneses sobreviventes do holocausto, desenhar o prédio.
É uma obra de arte da arquitetura moderna que por si só já é uma atração. É um prédio cheio de simbolismos que conecta sua arquitetura com o tema do museu. Seu desenho, suas formas, suas estruturas em si recriam atmosferas e contam histórias.
A fachada do prédio é revestida de zinco e tem janelas que mais parecem cortes estreitos e outras com formatos diferentes e inusitados.
Uma estrutura em ziguezague lembra uma estrela-de-davi rompida. Diversos corredores levam à torre do Holocausto, que não tem janelas.
Em um destes corredores encontra-se o trabalho do artista israelense Menashe Kadishman, chamado de “Shalechet” ou “Folhas Caídas”: o chão é coberto por 10 mil rostos feitos de ferro, todos diferentes e faz um barulho quando pisamos sobre eles.

Numa área de 3 mil metros quadrados, a exposição permanente mostra a vida dos judeus na Alemanha, da Idade Média aos dias de hoje.
Tudo é contado com documentos, cartas, fotos, imagens, vídeos, elementos interativos e objetos do cotidiano como móveis, louças e peças do vestuário. O museu tem também em sua programação exibições temporárias.
O museu fica fechado no dia 24 de dezembro e nos feriados judaicos Yom Kippur e Rosh Hashaná. Crianças até 6 anos não pagam e no primeiro sábado de cada mês a entrada é grátis para as pessoas com menos de 18 anos.
Endereço: Lindenstr. 9-14 – 10969 – Berlim. Horário: das 10 as 22 h na seg. e das 10 as 20 h de ter-dom.
Checkpoint Charlie
Antigo ponto de controle entre Berlim Oriental e Ocidental, hoje é uma atração turística com museu e placas que recontam a história da Guerra Fria.
Berlim: quando ir?
Berlim é uma cidade que pode ser visitada o ano todo, mas cada estação oferece uma experiência diferente.
- Primavera (março a maio): uma das épocas mais bonitas. A cidade fica florida, os parques lotam e o clima começa a esquentar.
- Verão (junho a agosto): dias longos, clima agradável, muitos festivais ao ar livre e uma vibe super descontraída. Fui em julho.
- Outono (setembro a novembro): a cidade fica ainda mais charmosa com as folhas alaranjadas e temperaturas mais amenas.
- Inverno (dezembro a fevereiro): se você curte frio, neve e mercados de Natal, Berlim também tem seu encanto nessa época.
Eu fui no verão e amei, especialmente porque os dias são bem longos — escurece por volta das 21h! Isso permite aproveitar muito mais cada atração.
Quantos dias ficar em Berlim?
Eu recomendo, no mínimo, 4 dias para conseguir conhecer bem os principais pontos turísticos e ainda explorar alguns cantinhos mais alternativos. A cidade é grande e cheia de história, então vale a pena reservar um tempo para absorver tudo com calma.
Passagens aéreas
Não há voos diretos para Berlim, por isso, é necessário fazer escalas ou conexões em outras cidades europeias. Como eu fui de Lufthansa, fiz a conexão em Frankfurt.
Mas existem conexões para outras cidades. Pesquise para ver qual companhia aérea está oferecendo o melhor preço para o período da sua viagem.
Berlim Alemanha: o clima
Apesar de ter muitos meses de frio, peguei em agosto muito calor em Berlim, chegou a 35 graus! A dica é sempre conferir como ficará o clima no período da sua viagem para montar sua mala.
Como eu sabia que faria bastante calor, não fui pega de surpresa, levei roupas leves e frescas e por isso, pude passear por lá bem a vontade.
Mas em alguns dias precisei usar um casaquinho. Então, mesmo indicando que vai fazer calor, sempre leve uma calça jeans e um agasalho mais de meia estação. Assim, você não corre riscos desnecessários.
Onde de hospedar em Berlim
Eu me hospedei no distrito de Mitte nesse hotel aqui (clique aqui), por ser a região do centro histórico da cidade.
Mas se você estiver procurando mais opções, sempre pesquiso os hotéis das cidades para onde vou clicando aqui nesse link.
É lá que estão concentradas a maior parte dos pontos turísticos e também muitos restaurantes e lojas.
Durante o período em que a cidade viveu separada pelo famigerado muro, Mitte pertencia a Berlim Oriental. Atualmente é uma área bem descolada.
Outro bairro interessante para se hospedar é o Tiergaten, nas imediações da Potsdamer Platz (Praça Potsdamer).
Essa é uma área nova e bem moderna, construída após a queda do muro de Berlim. Pela cidade ainda são encontrados pedaços do muro que vivaram pontos turísticos.
O bairro de Charlottenburg era o centro da Berlim Ocidental, na época em que a cidade se encontrava dividida. As áreas próximas a praça Savingnyplatz e a rua Kantstrasse são repletas de cafés, restaurantes e lojas.
Para se hospedar recomendo as proximidades da Avenida Kudamm (na verdade Kurfürstendamm), “apelido” de uma das principais ruas de Berlim.
O Prenzlauer Berg também é um bairro que pertencia a Berlim Oriental, e desde a queda do muro vem passando por um processo de renovação. É outra boa opção de hospedagem na cidade.
Berlim Alemanha: transporte
O transporte público na cidade é maravilhoso, por isso, é a melhor forma de se locomover. O sistema é composto por ônibus, tram, metro tram (tipo um bondinho), U-Bahm e S-Bahm.
O U-Bahm é um metrô em sua maioria subterrâneo, já o S-Bahm percorre a maior parte do seu trajeto na superfície.
Todas as modalidades de transporte público são integradas e a tarifa é unificada, o que facilita muito para o turista, claro.
As estações de trem e metrô são interligadas com os ônibus. Ao comprar o bilhete, você pode utilizar em qualquer um dos meios de transporte.
A cidade também é muito segura, recomendo caminhar bastante por suas ruas. Para mim, essa é a melhor forma de conhecer uma cidade.
Use o aplicativo
Para facilitar ainda mais, recomendo baixar um aplicativo para o seu celular. O nome é BVG, nele você coloca a estação onde se encontra e digita a estação para onde você deseja ir.
O app dá três opções de rota, o horário da partida, o número da plataforma, as trocas de estação e o tempo total da viagem. E o melhor, tem versão em inglês.
Berlim Alemanha: o metrô
Uma coisa que me chamou muito a atenção é que nas estações de metrô não há roletas! Ao entrar, você já chega direto às plataformas de embarque. Coisa de primeiríssimo mundo!
Não há guardas vigiando, talvez estejam apenas monitorando as estações pelas câmeras. Achei isso fantástico e muito civilizado!
Mas nada de querer dar aquele “jeitinho”. Se você for pego sem tíquete, li que a multa é de 60,00 euros por pessoa e precisa ser paga na hora.
É necessário validar os bilhetes em máquinas nas estações antes de entrar no vagão. Durante a fiscalização eles não aceitam a desculpa de que é turista e está mal informado.
Ônibus ou bonde
Não é necessário fazer sinal para o ônibus ou bonde. Se tiver gente no ponto o motorista para de qualquer jeito.
Uber ou táxi
Mas caso você esteja um pouco longe do seu hotel e muito cansada, dá para pegar um Uber ou táxi. Tudo bem que em euros nada fica muito barato para a gente, mas esse meio de transporte lá não é caro, principalmente se compararmos com São Paulo.
Os táxis têm que ligar sempre o taxímetro (verifique sempre) e há GPS para você acompanhar o caminho. Todos os táxis são de cor creme e tem o letreiro “Táxi”, iluminado quando o veículo está livre. Todos que eu peguei tinham máquinas de cartão de crédito.
No aeroporto pegue sempre os táxis que estão parados no ponto. Ignore os motoristas que possam abordar você fora dessa área, nunca é seguro. Não aconteceu comigo, mas não custa nada avisar.
Eletricidade
Em Berlim a eletricidade é 220 V e a tomada é de dois pinos cilíndricos. Então, não leve secadores, chapinhas e outros aparelhos que não sejam bivolt ou 220 V.
Os hotéis costumam oferecer secador, menos uma coisa na mala!
Viagem para Berlim: segurança
Como já mencionei, a cidade é bem segura, mas há batedores de carteiras nos transportes públicos e nos pontos turísticos mais movimentados.
Em qualquer grande cidade do mundo é recomendável sempre andar com seus pertences para a frente. Evite andar com muito dinheiro, deixe sempre um parte no cofre do hotel, assim você divide o risco.
Existe também uma turma que fica pedindo dinheiro com uma prancheta para instituições de caridade. É mentira! É um golpe que eles vêm aplicando com frequência pelas cidades europeias.
Com a prancheta que eles têm nas mãos, eles recobrem a sua bolsa e aproveitam a sua distração para furtar seus pertences. Não dê conversa a ninguém estranho.
Mas não há nada que chegue nem perto da violência que enfrentamos diariamente em todo o país. Nas madrugadas, contudo, sempre é bom ficar ainda mais atento. Evite beber demais para não se tornar um alvo fácil.
Há poucos anos a cidade sofreu um atentado terrorista. Infelizmente, temos que conviver com esse risco em várias cidades do mundo.
Gorjetas
Nos táxis, costuma-se dar 1 a 2 euros de gorjeta, conforme a distância percorrida. Nos restaurantes a gorjeta não vem incluída na conta. Eles também costumam dar 10% de gorjeta.
| Veja também os posts: |
Conclusão: vale a pena visitar Berlim?
Sem dúvida, Berlim é uma cidade que encanta, emociona e surpreende. Se você está planejando sua viagem e quer saber o que visitar em Berlim, pode ter certeza de que há atrações para todos os gostos. E se a sua dúvida é Berlim onde ir, eu te digo: vá preparado para uma verdadeira imersão histórica e cultural. Ah, e se você também estava se perguntando Berlim quando ir, agora já sabe que qualquer época do ano vale a pena — só depende do tipo de experiência que você busca!